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Como lidar com a culpa materna?

  • Foto do escritor: Juliana Pinheiro
    Juliana Pinheiro
  • 6 de mar. de 2025
  • 2 min de leitura


Blog da Juliana Pinheiro - Psicóloga especializada em Mães e Mulheres

Antes mesmo de ser mãe a gente escuta que Nasce uma mãe nasceu uma culpa ,

romatizado ou normalizado é isso que nos dizem, e o pior é que desde que a gente vira

mãe o medo e a culpa são visitas indesejadas e frequentes.Talvez o erro de nos sentirmos

assim é acreditar na maternidade perfeita, e minhas caras ela não existe. Não existe uma

maternagem perfeita!Aceitar isso é o primeiro passo para a autocompaixão. A ideação da

mãe perfeita, os julgamentos,o excesso de informações,palpites e pitacos , criam um

padrão inalcançável que geram frustração e sentimentos ruins nas mães. Uma mãe

autocompassiva que reconhece suas limitações mas valoriza seus cuidados consegue

desenvolver uma maternidade mais leve e real. No artigo “The intergenerational

transmission of self-compassion” (em tradução livre, “A transmissão intergeracional da

autocompaixão”), mais de 240 pares de mães e filhos participaram de um estudo sobre

autocompaixão, onde desenvolver o sentimento se mostra uma saída para evitar a culpa

materna e emoções como frustração, exaustão e raiva durante a maternagem. Esse estudo

foi realizado pela mestra em psicologia positiva Adriana Drulla, o estudo nasceu como uma

inquietação pessoal da sua própria experiência com a maternidade.Alguns dos resultados

analisados foram:


  • Quando as mães se cobram menos, os filhos se beneficiam mais.


  • Autocompaixão significa olhar para as dificuldades com realismo, onde adotar uma postura

gentil consigo mesma e pedir ajuda são atos de autocuidado.


  • Mães autocompassivas têm filhos mais autocompassivos, e se sentem mais competentes

no seu papel de mãe.



O que fica observável nessa pesquisa é que quando a mãe compreende que expectativa da

mãe perfeição não existe, que ela é humana passível de erros e defeitos, além de ajudá-la

a levar a maternidade de uma forma mais real e leve , também possibilita os próprios filhos

um espaço para também poderem falhar , mas que continuam sendo aceitas e amadas,

isso desenvolve o sentimento de autoaceitação,autocompaicão e autocompassividade.

 
 
 

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Psicóloga Juliana Pinheiro  - CRP 06/211267

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